terça-feira, 24 de novembro de 2009

A obscura mala branca

Essa história de mala branca vem sendo falada a muito tempo, no ano passado me lembro vagamente de algo parecido, mas nesse as coisas vieram à tona mais claramente e com um jogo em destaque o Barueri X Flamengo na Arena Barueri. Vou discorrer sobre isso nesse post.

A partida em que o Flamengo foi derrotado em Barueri acabou com Renê e Val Baiano saíram falando que o time do Cruzeiro havia mandado um mala de incentivo ao time paulista. Pronto, o estrago estava feito, a imprensa começou a falar e discutir de todas as formas, se isso era válido ou não? Muito foi discutido sobre o tema, alguns concordam e acham justo e por outro lado outros pensam ser uma palhaçada isso e fato que deveria ser inadmissível.

A mala branca é algo válido, pois pense comigo, pagar para alguém ganhar tem algum problema nisso? Acho que não, então porque existirem tantas objeções ao uso desse artifício. A resposta é o seguinte o que incomoda a todos que são contra essa manobra, é analisar que os jogadores já são pagos por seus times para vencerem todos os jogos independentemente de haverem objetivos a serem alcançados no campeonato.

Justo não é? Então se levarmos por esse lado está correto, mas um dinheiro a mais não é sempre bem vindo, portanto a mala branca é válida e não tem nada de desonesto, o que não pode haver é a mala preta (aquela que é paga para o adversário entregar o jogo).

Abraço a todos!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A final da MLS

Os americanos sabem como fazer uma boa festa e a final entre Los Angeles Galaxy e Real Salt Lake foram os protagonistas da final da Copa MLS 2009, a partida disputada em Seattle teve um estádio cheio de adeptos, que se empolgaram nos momentos mais agudos do jogo. A MLS me leva a crer que terá futuro jogar futebol na América do Norte.

O exemplo de organização que os americanos nos deram, passa pela presença de um patrocinador único no quesito fornecimento de material esportivo (no caso a Adidas), a contratação de grandes estrelas sem mercado na Europa (como Ljungberg, Blanco e David Beckham, este último provou o contrário em seu empréstimo para o Milan e deve voltar para lá em janeiro de 2010 visando a Copa) e o nivelamento de salário dos jogadores como já acontece na NFL e NBA.

A partida em si não foi um grande jogo, teve alguns bons momentos, mas nada que se compare as grandes ligas européias e aos campeonatos mais fortes da América do Sul. A MLS lembra um pouco o futebol inglês pela sua dinâmica e velocidade, porém os cruzamentos na área foram destaque nessa final principalmente com Becks.

A equipe Califórnia abriu o placar em jogada que a bola passou do camisa 23 para Donovan que tocou para Magee marcar já no final do primeiro tempo aos 41 minutos.

No segundo tempo a equipe de Salt Lake City, voltou mais acessa e tentou várias vezes até marcar aos 19 minutos com Findley. Beckham continuou tentando diversos cruzamentos, porém todos eles sem êxito. Parece que o LA Galaxy não se preparou para ter o craque inglês, pelo menos um bom cabeceador deveria estar no elenco, mas nada disso todos que tentaram marcar falharam.

Na prorrogação o placar não se alterou e a partida foi para as penalidades. Os cinco primeiros pênaltis terminaram empatados em 3 X 3, com destaque para o chute desperdiçado pelo o MVP, Landonan Donovan, ele bateu muito mal. Nas alternadas ambos os times acertaram a primeira série, na segunda o LA Galaxy perdeu e o Real Salt Lake não perdeu a chance e conquistou o seu primeiro título na MLS.

Abraço a todos

O vacilo Imperial do Flamengo!

O Maracanã vivia uma tarde-noite de festa, quebra de público presente e pagante no ano no Brasil, um mosaico simplesmente maravilhoso e monumental. A patrocinadora do Flamengo não esqueceu da torcida goiana, que teve em metade do espaço reservado à ela, um G verde em fundo branco, em alusão as cores do Esmeraldino.
Com a bola rolando o time de Goiás foi tratando de mostrar que a coisa não seria fácil para o time Rubro-negro, o ataque comandado por Léo Lima, Fernandão e Iarley dava trabalho aos defensores flamenguista e ao goleiro Bruno que fez mais uma boa exibição com a camisa do time da Gávea.

O zero à zero teimava em não sair do placar, no primeiro tempo as melhores chances foram do Goiás que não conseguiu marcar. O mau desempenho do Flamengo deveu-se muito as más atuações de Petkovic, Zé Roberto e Adriano (esse com poucas chances) e a postura do time Goiano que se manteve na defensiva na maior parte do tempo, chegando ao ataque apenas em contra-atques. No time da Gávea os laterais foram as melhores alternativas, porém ambos sentiam dificuldades pois sempre estavam isolados para tentar as jogadas. O volante Willians também esteve muito bem.

No segundo tempo com apoio da torcida, o Flamengo esteve melhor e com mais vontade e mais uma vez com a força das laterais e com ausências do futebol de seu trio ofensivo. O técnico do Flamengo Andrade errou e muito ao tirar o jogador mais lúcido do time no meio campo flamenguista, Willians e o erro mais fatal foi colocar no lugar dele, um Kléberson totalmente fora de ritmo, o quê atrapalhou muito.

O Flamengo teve duas boas chances com Kléberson e Pet, ambos de frente para a meta. O sérvio foi substituído por Fierro que entrou bem e ajudou o Fla a se manter na predominância do jogo na segunda etapa. O Goiás tentou e teve sua melhor chance com Felipe o seu artilheiro no ano, porém a bola passou ao lado da trave.

O time carioca continuou muito em cima do Goiás que jogou a partida como se fosse uma final, provando o valor do seu clube. Bruno subiu para área duas vezes, mas não obteve êxito.

No final da partida Ronaldo Angelim disse uma coisa interessante, “o camisa 11 deles (Fernando, irmão de Carlos Alberto), bateu o jogo todo e nem cartão recebeu”. Realmente o volante goiano bateu e muito, cometeu 7 faltas e todas elas de certa forma violentas.

Para o Flamengo e torcer para o que seus jogadores disseram realmente aconteça e que o Goiás também engrosse para o Tricolor paulista, que as chances de título ainda existem.

Abraço a todos!

domingo, 22 de novembro de 2009

O São Paulo contra Jóbson, o iluminado!

O Botafogo teve uma boa atuação e deve muito disso a um menino iluminado que cavou as principais jogadas do Fogão. Esse jogador foi o hoje camisa 9, Jóbson, que comandou a equipe e a liderando coisa que era esperada de um Reinaldo, sem as totais condições físicas e um camisa 10 apático com foi nessa tarde Lúcio Flávio.

O jovem revelado nesse ano para os holofotes da grande mídia começou o jogo mostrando que seria com ele que o Alvi-negro teria as suas melhores jogadas. O menino com seu bom deslocamento, velocidade e habilidade nos dribles.

Jogando por ambos os lados Jóbson confundiu e muito, a boa defesa Tricolor, até que em uma jogada pela direita partiu pra cima da zaga, e acertou um chute pouco comum para o seu futebol, pois a finalização não é o seu forte e abriu o placar para o Fogão. Mas após o gol, o time carioca caiu muito de produção e o São Paulo passou a dominar as ações da partida, porém com pouco resultado. No final do último minuto de acréscimo o Washington empatou de cabeça.

A volta do segundo tempo mostrou um São Paulo com muita disposição e não demorou muito para o time da capital paulista marcar a virada com Jorge Wagner aos 10 minutos. O Tricolor se manteve forte, mas mais uma vez Jóbson apareceu e após confusão na área o jovem tocou e Renato de cabeça empurrou a bola para o gol vazio.

Duas expulsões justas a de Richarlyson aos 25 minutos e a do zagueiro Juninho aos 39, mantiveram o jogo em um ritmo alucinante.

O Fogão aproveitou o melhor momento e mais uma vez com Jóbson marcou a virada e foi expulso na comemoração ao receber o segundo cartão amarelo na comemoração quando tirou a camisa. O jovem Rodrigo Dantas ainda foi expulso por ter cometido uma entrada dura, mas o placar não se alterou mais.

Abraço a todos!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O inferno Alvi-verde

O Palmeiras ex-líder do Campeonato Brasileiro por 19 rodadas, ou seja, a metade da competição vive hoje um inferno astral, dirigente falando muita bobagem, jogadores não rendendo, comissão técnica sem mostrar a capacidade de anos anteriores e chegando na briga entre jogadores, dentro de campo.

O Alvi-verde do Parque teve diversos problemas em sua caminhada, derrotas e empates contra times que não ganhavam de ninguém, o Palmeiras foi uma mãe para muitos times desse campeonato.

Os erros dentro de campo passam principalmente por Diego Souza, que vivia estado de graça com convocação para a seleção, porém com a má atuação pela equipe de Dunga o camisa 7 palmeirense voltou muito mal. Vagner Love foi e é um jogador muito caro, mas mesmo com todo esse investimento o Palmeiras não teve o retorno dentro de campo do artilheiro de trançinhas.

A derrota contra o Grêmio, como já me disseram foi para si próprio. O Verdão começou bem a partida, sentia que o time queria muito ganhar e teria possibilidade de obter êxito, porém uma desatenção no final do primeiro tempo, fez com que Máxi López recebesse livre dentro da área que com dificuldade dominou e chutou longe do alcance do goleiro Marcos e no rebote Rafael Marques marcou.
A coisa piorou quando no fim do primeiro tempo, os jogadores palmeirenses Maurício e Obina, trocaram empurrões e discussões. E todos já sabiam que na volta do intervalo eles seriam expulsos. Não deu outra, a saída dos dois jogadores fez com que o Palmeiras até melhorasse, mas o numero de jogadores desfavorável atrapalhou e “La Barbie” anotou mais um tento.

A crise palmeirense vem de longe, coisas como as declarações de seu presidente, Beluzzo falando que Simon era safado, crápula e que a torcida de seu time se tivesse vontade poderia bater nele na rua. Uma declaração vergonhosa para um economista bem conceituado e um novo tipo de dirigente no Brasil, porém todos nós fomos enganados após o erro de Simon que como o Simplificando o Futebol já havia dito não foi a primeira vez que ele cometeu tal falha.

O presidente do Palmeiras falou besteiras, coisa impensada. No outro dia manteve a palavra. O tom de suas declarações baixou apenas após o erro favorável ao seu time no jogo contra o Sport.

O time do Palestra Itália perdeu seu quinto título nacional, mas tudo isso podia ser evitado com melhor planejamento, a confiança de seus jogadores, controle emocional da diretoria que seria refletido em campo.

Abraço a todos!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Matérias Especiais - O time que desafiou a morte!

A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40. Os jogadores jogaram uma partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.
Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.

Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.

Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizada pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.
Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.

O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.

Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.

Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.
Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era um grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.

A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.

Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:

- "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.

Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - "Heil Hitler!", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.

Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.

Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:
"Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente à trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.

Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.

O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.
Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores. Abaixo a única foto que se conserva da heróica equipe do Dinamo e o nome de seus jogadores.

domingo, 15 de novembro de 2009

Tarde-noite Imperial

A torcida Rubro-negra esteve em peso nos Aflitos, lotou a sua área no estádio e cantou o tempo todo. Esse apoio refletiu em campo com um time que esteve irresistível.

Adriano e Petkovic foram como sempre muito bem, mas houve outros destaques no time, Willians mostrou porque é o maior ladrão de bolas do Brasileirão, Léo Moura apoiou muito bem – e porque ele só fez isso hoje? Pois hoje ele teve essa liberdade, dada pelo fato do Flamengo atuar com três zagueiros, Ronaldo Angelim que entrou como lateral-esquerdo, na verdade se tornou mais um zagueiro, não me lembro ter visto ele passar da linha média, nossos zagueiros foram perfeitos e Toró foi muito bem.

Adriano sobrou em campo, jogou o futebol em sua plenitude, domínios de bola perfeitos, um elástico sensacional, o gol com a tranqüilidade de um artilheiro de nível mundial, o passe quando todos esperavam o arremate e muitos passes em vez de arriscar chutes a todos os momentos.

O primeiro gol flamenguista veio com um cruzamento de Willians e após uma confusão no meio da área a bola sobrou com muita dificuldade de ser dominada, mas quem poderia dominá-la estava por perto e não de outra, Adriano dominou e ficou com a bola ao alcance de sua perna esquerda, porém o Imperador percebeu a chegada de Léo Moura, que rolou e o lateral chutou forte o goleiro deu rebote e Pet como centroavante marcou.

O Náutico poderia ter empatado logo depois com um lance de cabeça de Carlinhos Bala, que saiu ao lado do gol. O Flamengo chegou mais uma vez ao ataque com Zé Roberto que chutou e o bom goleiro Glédson mandou para o escanteio.

O lance dúvida do jogo ocorreu quando o zagueiro Cláudio Luiz em impedimento marcou no rebote da excelente defesa do goleiro Bruno, que foi muito bem hoje. O árbitro fez uma “mesa-redonda” com os auxiliares para decidir se o auxiliar que anulou acertou ou não. Mais uma das confusões de nossa arbitragem, não agüento mais.

Adriano mandou para a rede sem goleiro depois de um bom passe de Zé Roberto pela direita. Concretizando a vitória Rubro-negra nos Aflitos.

O segundo tempo teve um Náutico mais acordado, porém o time pernambucano sofreu muito com os contra-ataques do Flamengo, liderados por Pet, Imperador, Léo Moura e Zé Roberto, que perdeu um gol incrível após passe do camisa dez do Flamengo.

A conclusão é a seguinte 2X0 foi pouco para o Fla poderia ter sido muito mais! Agora o Botafogo pressionado pela derrota de hoje e pela provável vitória do Fluminense que vem vencendo por 1X0 gol de Fred, vai ter que jogar tudo contra o Tricolor, isso pode ser bom para o Flamengo. Que se ganhar do Goiás no Maracanã, com todos os ingressos vendidos antecipadamente poderá assumir a ponta pela primeira vez nesse campeonato.

Abraço a todos!